Experiências Epidérmicas/Epidêmicas: Movimentos para Organizações de Cadernos de Artistas-pesquisadoras/es

millena lízia



CADERNO DE ARTISTA, LUTA ANTICOLONIAL, LUTA ANTIRRACISTA, FEMINISMOS DISSIDENTES, PENSAMENTOS ANTI-HEGEMÔNICOS, PESSOA PRA PESSOA, POTÊNCIA SOLIDÁRIA, CRIAÇÃO E RESISTÊNCIA, PESQUISA EM ARTES, ARTE CONTEMPORÂNEA-ANCESTRAL-PRA-DEPOIS-DO-ANO-2000, EXPERIÊNCIA VIVIDA, NÃO É NECESSARIAMENTE SOBRE ARTES, COMO PRODUZIR VIDA?, SER SUTURA



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MATRÍCULA PARA BOLSISTAS


DINÂMICA


Aula expositiva em videoconferência

Exercícios semanais com acompanhamento coletivo em aula

Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula

Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula



PÚBLICO


Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema

Não exige conhecimentos prévios



QUANDO


02 de março a 22 de junho
Terças, de 18h às 21h



VALOR


R$ 1.520,00 ou 4x de R$ 380,00



RECURSOS NECESSÁRIOS


Acesso à internet

Computador ou celular com câmera



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MATRÍCULA PARA BOLSISTAS

SOBRE


A proposta de engajamento para esta edição do “Experiências Epidérmicas” (e suas dobras “/Epidêmicas”) se organiza certamente sob impacto da pandemia do COVID-19, mas se organiza principalmente contra este insistente projeto de humanidade que se arquiteta de forma tão indissociável com a produção de humilhações, com a hierarquização das vidas, com a aniquilação das dissidências e demais fertilidades da terra.


Como nos reorganizamos diante das tantas fragmentações investidas contra nossas existências? Das perguntas que nos acompanham há gerações, que se reatualizam de acordo com os novos contextos e que nos serão guia para apoiarmos materialmente o desenrolar dos nossos encontros, conjuntamente com a proposta de produção de cadernos a partir daquilo que for do nosso desejo.


Longe de esperar que a confecção de cadernos venha a desempenhar um papel aglutinador de nossos cacos, espera-se que com suas feituras a gente possa mergulhar um pouco nas muitas camadas que nos compõem. Que com esta ferramenta ganhe alguma irrigação o exercício perseverante pela vida de transmutar fragmentações em multiplicidades, de sintetizar matérias úmidas que garantam alguma fertilidade mandacaru em tempos de aridez.


Se você está se perguntando onde está a pesquisa nessa proposição ela está na busca pelas muitas formas de viver com dignidade


CONTEÚDO


Este curso não é necessariamente sobre artes, mas, antes, sobre uma tomada de posicionamento de que não há territórios de opressão, de destruição e de colonialidade, por fim, que se façam sem resistências – e entendendo a produção de resistência como campo plural de ativação que se materializa também em termos estéticos, teóricos, poéticos, discursivos, subjetivos, criativos, vitais.

Os encontros estão estruturados em três movimentos.

O primeiro movimento, o das apresentações, será um convite contínuo para que cada participante se apresente ao grupo, e das mais diversas formas que desejar ao longo de um mês de encontros. Com esta solicitação, que se faz no sentido das apresentações, se estimulará também um debate sobre as presenças e do que de presente cada uma pode ofertar a partir de suas habilidades, saberes, talentos, etc.

O segundo movimento, o das organizações, buscará construir a partir dos perfis das participantes os fortalecimentos necessários para os desenvolvimentos das pesquisas que se desejará desenvolver e que se materializará adiante nas produções dos cadernos. Os fortalecimentos deste período poderão contemplar desde literaturas partilhadas a serem discutidas até o convite para que pessoas colaborem com nossos encontros, passando por estudos de casos, contações de histórias, escuta de músicas, cantorias, escolha de filmes, memes, trocas de receitas, dicas de saúde, feitiços e por aí vai.

O terceiro movimento, o das circulações, será aquele em que cada participante se aventurará livremente na produção de seu caderno a partir de sua pesquisa. Se estimulará que os processos sejam partilhados para que haja trocas contínuas de experiências e de conteúdos que se evidenciam nesses momentos do fazer.


REFERÊNCIAS


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Bebendo Água no Saara. Exposição de artes de Laís Amaral. Curadoria de Agrippina R. Manhattan. 2020.

Orí. Direção de Raquel Gerber. Roteiro de Beatriz Nascimento. 1989. Filme.














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