Arte Brasileira - Passagens e Permanências

Paulo Couto


ARTE BRASILEIRA, ARTE MODERNA, ARTE CONTEMPORÂNEA, HISTÓRIA DA ARTE


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MATRÍCULA PARA BOLSISTAS


DINÂMICA


Aula expositiva em videoconferência



PÚBLICO


Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema

Não exige conhecimentos prévios



QUANDO


01 de março a 21 de junho
Segundas, de 19h às 22h



VALOR


R$ 1.520,00 ou 4x de R$380,00



RECURSOS NECESSÁRIOS


Acesso à internet

Computador ou celular com câmera



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MATRÍCULA PARA BOLSISTAS

SOBRE


Curso introdutório de história da arte brasileira que tem por objetivo fazer a mediação entre as obras e alunas e alunos através da visualização e da compreensão dos artifícios plásticos desenvolvidos pelos artistas e que caracterizam os diferentes movimentos artísticos. A arte acadêmica, o modernismo de 1922, o concretismo e o neoconcretismo, a Arte Afro Brasileira, as Novas Tendências, a Nova Objetividade e o momento atual da arte contemporânea serão abordados com o objetivo de construir um olhar informado pelas bases teóricas, capaz de interpretar as obras dentro de suas particularidades materiais e históricas. Serão feitas associações com as obras de artistas e movimentos internacionais que foram referências acionadas por artistas brasileiros, que se relacionam com os rumos tomados no processo de adaptação dessas linguagens no contexto nacional e na construção de um repertório cultural brasileiro. Da mesma forma serão introduzidas as teorias centrais dos principais críticos brasileiros que contribuíram para a narrativa especializada da teoria e da história da arte brasileira. O que perpassa todo o curso e que pretende tratar da grande diversidade de gêneros artísticos brasileiros é o investimento na construção de um olhar informado que viabilize a leitura dos aspectos formais das obras e o entendimento dos conceitos que carregam, passando um laço entre as gerações de artistas e as pautas culturais e políticas mobilizadas no processo de desenvolvimento da arte brasileira. 


CONTEÚDO


A arte brasileira é marcada pela condição de não ter tido um período clássico. Afora a presença de um Barroco pujante e as pinturas de viagens com caráter etnográfico é com a arte acadêmica que se inaugura a prática educativa e profissional institucionalizada da arte no país, no século XIX. É com a vanguarda modernista de 1922 que surge um campo artístico autônomo onde a busca por originalidade e autoria são perseguidas por artistas com perfil independente para construir uma cultura e uma identidade brasileira. Com a arte concreta em meados do século XX o campo artístico se complexifica e surgem novas maneiras de representar um ideário cultural moderno através da abstração. O neoconcretismo, então, aparece como uma renovação nos modos de relação sensorial entre as obras e os espectadores. As Novas Tendências e a Nova Objetividade Brasileira acontecem em sintonia com uma transformação global no universo da arte e introduzem no cenário brasileiro os modos contemporâneos de criação, a partir da urgência política que se instaura no Brasil nesse momento. A Arte Afro Brasileira constitui um empreendimento fundamental para a elaboração de um repertório moderno e contemporâneo com uma profunda densidade conceitual sobre a história do Brasil. No momento atual a pluralidade de pesquisas, suportes, e modalidades artísticas fazem da arte brasileira um campo fértil para entendermos as questões centrais no século XXI, em âmbito nacional e internacional. As pautas políticas e sociais sempre foram codificadas em obras potentes que lidam com o estado de fragilidade da democracia brasileira. No momento atual, a agenda de artistas que debatem as questões indenitárias nas relações raciais, nas dinâmicas de gênero, e da sexualidade atualizam o conteúdo dessas problemáticas, ao mesmo tempo que constroem uma nova linguagem visual. No curso remontaremos esse processo histórico e social que é a arte brasileira através da visualização dos aspectos formais das obras que revelam como suas propriedades materiais e conceituais exprimem essas mudanças.


REFERÊNCIAS




ANJOS, Moacir dos. Contraditório – arte, globalização e pertencimento. Rio de Janeiro, Cobogó, 2017.
_____________. Local/global: arte em trânsito. Rio de Janeiro, Zahar: 2005.

BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo – Vértice e Ruptura do Projeto Construtivo Brasileiro. Rio de Janeiro: Cosac & Naify, 1999.

CHIARELLI, Tadeu. Um modernismo que veio depois. São Paulo, Alameda Casa Editorial: 2012.

COCCHIARALE, Fernando; GEIGER, Anna Bella. Abstracionismo Geométrico e Informal – A Vanguarda Brasileira nos anos 1950. Rio de Janeiro: Funarte, 1987.

COTRIM, Cecilia; FERREIRA, Glória (orgs.). Escritos de artistas – anos 60/70. Rio de Janeiro, Zahar: 2006.

FERREIRA, Glória. Crítica de Arte no Brasil – Temáticas Contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006.

GULLAR, Ferreira. Etapas da arte contemporânea – do cubismo à arte neoconcreta. Rio de Janeiro, Revan: 1998.

NAVES, Rodrigo. A forma difícil – ensaios sobre arte brasileira. São Paulo, Companhia das Letras: 2011.




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