Composteiras: saberes regenerativos com Beatriz Nascimento

Millena Lízia e Walla Capelobo



GRUPO DE ESTUDOS, BEATRIZ NASCIMENTO, COMPOSTEIRA, ESPIRAIS DE SABERES, QUILOMBO, FUNDAMENTO, LUTAS ANTICOLONIAIS, LUTAS ANTIRRACISTAS, PRODUÇÃO ANTI-HEGEMÔNICA, SIMBIOSES, ANCESTRALIDADE, PESQUISA EM ARTES, ESTUDOS CULTURAIS, SEMENTES CRIOULAS, PESSOA PRA PESSOA, COSMOVISÃO BANTU, ONTOEPISTEMOLOGIAS DA DIÁSPORA AFRICANA, AMEFRICANIDADE, ARTE CONTEMPORÂNEA-ANCESTRAL-PRA-DEPOIS-DO-ANO-2000, EXPERIÊNCIA VIVIDA, EXPERIÊNCIA EPIDÉRMICA, COMO PRODUZIR VIDA?



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MATRÍCULA PARA BOLSISTAS


DINÂMICA


Aula expositiva em videoconferência

Exercícios semanais com acompanhamento coletivo em aula

Compartilhamento de referências semanais com debates coletivos em aula

Acompanhamentos individuais com debates coletivos em aula



PÚBLICO


Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema

Não exige conhecimentos prévios



QUANDO


09 de abril a 25 de junho
Sextas, de 18h às 21h



VALOR


R$ 1.140,00 ou 3x de R$ 380,00



RECURSOS NECESSÁRIOS


Acesso à internet

Computador ou celular com câmera



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MATRÍCULA PARA BOLSISTAS

SOBRE


Os processos de compostagem são entendidos nesta proposição não apenas como um modo ambientalmente responsável de gerenciamento dos resíduos do dia a dia. A proposta de construção deste grupo de estudos passa por nos relacionarmos com esta tecnologia terrestre também como um método para desenvolver pesquisas e materializar saberes comprometidos com o questionamento das lógicas hegemônicas de descartabilidade, produção de escassez e precariedade.

Neste semestre serão as trocas surgidas dos aprofundamentos nos saberes produzidos pela historiadora Beatriz Nascimento que conduzirão nossos encontros em roda online com as participantes. A partir da contribuição da intelectual brasileira sobre o quilombo somos convocadas a nos debruçar sobre a luta por ser numa sociedade fundada no autoritarismo. As respostas às tiranias, desde uma perspectiva quilombola oferecida pela Beatriz, se fazem nos modos encontrados de se estar junto, de se entender profundamente identificado com a terra e com o que de sustento e de memória trocamos desde onde estamos e lutamos por existir.

Resíduo/Registro/Resisto? Sem começo e sem fim, somos meio. Compostar é uma maneira de ofertar continuidade da vida ao exercer caminhos de fertilidades para os resíduos gerados na vida cotidiana.


CONTEÚDO


A proposta para estes encontros passa pelo convite para nos organizarmos como um grupo de estudos dedicado à produção de existências cujas composições de saberes nos possibilitem trocas nutritivas no sentido das dignidades, nas muitas formas de ser-estar no mundo nos entendendo como seres integrantes de coletividades que se constroem em relações. Para tanto, no sentido das valorizações das vidas e de seus tempos, nos pareceu poderoso elencar em cada edição a contribuição de um/a/e autor/a/e em específico para adentrarmos também na floresta que cada um/a/e é. Seremos todas/es/os convidadas/es/os, a partir do contato com esse conjunto de saberes, a alimentarmos a roda com os saberes teóricos e/ou práticos que nos constituem, que vem fazendo parte de nossas pesquisas e, indissociavelmente, nos modos como nos construímos.

Nossos encontros passarão por nos envolvermos nos aprendizados com as tecnologias de compostagem como um modo de nos conectarmos com dinâmicas regenerativas a partir de matérias vivas que apenas podem se transformar em matérias vivas, nutrientes de mundos. As dinâmicas nutritivas, dinâmicas estas que possibilitam nossos sustentos, estão longe de se constituírem linearmente, pois estes percursos são cíclicos e repletos de transformações que se fazem por meio de assimilações e excessos. Tudo isso nos é matéria e não nos é concebível continuarmos lidando com a ideia de produção de resíduos como um fim.

É entre a relação com os alimentos, a digestão, a decomposição, a recomposição e nossas caminhadas no mundo (sejam elas físicas, psíquicas, emocionais ou espirituais) que se constrói, portanto, nossa proposta de grupo de estudo, de pesquisa.

Nesta edição, para abrir nossos caminhos, contaremos com os saberes da Beatriz Nascimento – historiadora, poeta e cineasta que se dedicou aos estudos dos quilombos e suas heranças civilizatórias na cultura afrobrasileira. Os saberes sistematizados por Beatriz e as tecnologias quilombolas são matérias orgânicas engajadas na preservação, manutenção, regeneração e sensibilização das vidas.

Em meio a crises ambientais e civilizatórias, nas quais a natureza e humanidades são entendidas como recurso a serem consumidos, tomamos como urgência a necessidade de imaginar a transformação dos destinos dessa história. O grupo de estudos é um convite ao encantamento das transformações vitais.


REFERÊNCIAS


BATISTA, Wagner Vinhas. Palavras sobre uma historiadora transatlântica: estudo da trajetória intelectual de Maria Beatriz Nascimento. Salvador:UFBA, 2018. Disponivel em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25958

NASCIMENTO, Maria Beatriz. Beatriz Nascimento, Quilombola e intelectual: possibilidade nos dias da destruição. Filhos da África, 2018.

RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória e a vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Instituto Kuanza, 2006.

REIS, João Carlos. Historiografia e Quilombo na obra de Beatriz Nascimento. Foz do Iguaçu: UNILA, 2019. Disponivel em: http://dspace.unila.edu.br/123456789/5379

Orí. Direção de Raquel Gerber. Roteiro de Beatriz Nascimento. 1989. Filme.




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